| |
A comunicação é o que chega
Vivemos em uma época em que a comunicação interpessoal se faz necessária cada vez mais não apenas como um requinte de evolução pessoal, mas como uma competência básica que torna um profissional mais completo.
Não basta falar, é preciso se comunicar. Quem deseja de fato se comunicar precisa ter a compreensão de que cada um de nós processa as informações de maneira distinta e diferente. Isso acontece porque há os limites naturais da própria linguagem, gramática e vocabulário, além disso, o tom de voz que pode ser agressivo, suave, malicioso ou irônico, mesclado com o olhar e a expressão facial que pode gerar inúmeras interpretações no interlocutor. Mais do que isso, cada um de nós possui um conjunto de filtro que podem ser representados da seguinte forma:
Imagine-se envolvido por uma bolha e essa bolha é amarela. Ela contém todas as suas memórias, experiências, sensações, valores, crenças, habilidade, talentos e outras características. Imagina também outra bolha, só que essa feita na cor azul e outra verde e outra cor de abóbora. Observe que cada uma dessas bolhas envolve alguém que a possui e enxerga o mundo através dessa cor que o envolve. A pergunta é: Qual é a cor verdadeira?
O indivíduo que contém a bolha azul logo dirá:
- É a minha a verdadeira, mas logo ouvirá o dono da cor amarela dizendo: Você é louco? Não vê que a cor certa é essa? Ela contém toda a verdade... E, assim podemos concluir que todos defendem vigorosamente serem os possuidores de suas verdades. E na verdade todos estão com a verdade.
A grande questão e talvez o maior desafio é justamente esse. Como uma pessoa envolta por uma bolha azul (azul-verdade) poderá se relacionar com um amarelo-verdade ou verde-verdade ou marrom-verdade?
Por falar em verdade e imaginação, poderíamos imaginar alguém muito especial dizendo num tom grave, suave e sonoro: Que só se comunicará de fato, quem tiver flexibilidade para que sua cor de bolha receba um pouco da cor da bolha do outro e, descobrir algo fascinante: a possibilidade do entendimento. Essa flexibilidade também pode ser chamada de tolerância, paciência, amor ao próximo, empatia, bom senso, compreensão, boa vontade, bom humor, calma e inteligência emocional. O mais curioso disso tudo é que todos temos em potencial essas características em nossas bolhas.
Esteja atento porque vivemos em uma época em que a comunicação interpessoal se faz necessária cada vez mais não apenas como um requinte de evolução pessoal, mas como uma competência básica que torna um profissional mais completo.
(texto de Reinaldo Passadori)
|